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22 de outubro de 2012

Crítica: Atividade Paranormal 4

Os mesmos clichês paranormais estão de volta nesta quarta parte da franquia de sucesso. Prepare-se para ver novos objetos voando, tvs ligando sozinha, pessoas flutuando e tudo mais que as tais atividades podem fazer.


Pela primeira vez, um filme de "Atividade Paranormal" anda para frente. Os anteriores seguiam uma escala de volta no tempo. Estamos em 2011, com Katie e o pequeno Robbie juntos após uma série de assassinatos, onde morreram Kristi (irmã de Katie) e Daniel (cunhado de Katie), além do sequestro do bebê Hunter.

Katie e Robbie se mudam para uma casa em outro Estado da onde ocorreram os assassinatos e o sumiço misterioso da dupla. Depois de Katie ser internada em um hospital, o menino Robbie fica uns dias na casa da vizinha Alice, seu irmão adotado Wyatt e seus pais. Com a presença do garoto estranho nesta casa, as tais atividades paranormais começam a se manifestar.

Se você já enjoou de ver facas caindo na cozinha, tvs ligando sozinhas, portas batendo, lustres despencando, sombras misteriosas perambulando a noite pelos corredores ou pessoas sendo arrastadas pelo ar, pode desistir de ver a quarta parte da franquia. Os clichês paranormais voltam a acontecer repetidamente, tirando o susto e tornando-se algo previsível e cômico.

Desta vez, Alice e seu amigo Alex filmam tudo através de webcams instaladas nos computadores da casa e celulares IPhone. Parece que o filme ficou mais moderninho. Nos anteriores, câmeras antigas eram espalhadas pela casa.

Mas nada aconteceu por acaso neste longa - há uma boa história por trás. O menino Robbie se aproxima de Wyatt, que têm a mesma idade, e tornam-se amigos. E o velho espírito de Tobbie volta a atormentar a vida desta nova família. Um segredo é revelado ao longo da trama, mostrando a conexão que existe entre Katie/Robbie com os vizinhos, especialmente ligado ao passado de Wyatt - que é adotado. Há uma boa surpresa nesta parte, dando um pouco mais de sentido à trama - embora o filme não convença por completo.

"Atividade Paranormal 4" recupera o fôlego perdido da terceira parte, mas fica distante dos dois primeiros longas. O quinto já deve estar a caminho, com mais clichês paranormais.

Ah, no final dos créditos tem um pequeno trailer do novo filhote da franquia Atividade Paranormal. Voltado para o público latino-americano, o novo filme, que deverá chegar aos cinemas no começo de 2013, trará as atividades numa comunidade mexicana, mais ligada à religião católica. Vamos ficar de olho!

Bilheteria: em seu final de semana de estreia, a quarta parte da franquia arrecadou US$ 30,2 milhões nos EUA. O antecessor arrecadou US$ 52,6 milhões nos primeiros três dias em exibição. Mas a queda é maior se comparada ao sucesso estrondoso da primeira fita: US$ 77,8 milhões. Mesmo com bilheteria em baixa, a Paramount Pictures já anunciou para outubro de 2013, durante o Halloween, a estreia de "Atividade Paranormal 5".

Cotação: * *

28 de maio de 2012

Crítica: Sexo a 3




A segunda estreia da noite na RedeTV!, o show do cirurgião plástico Robert Rey, mostrou tudo e mais um pouco: mulheres seminuas, falta de bom senso e conteúdo para gente estúpida - ou seja, tudo o que de pior havia no Pânico na TV! na mesma faixa.

Rey mostrou ser melhor apresentador que Rafinha Bastos, mais dinâmico e divertido, embora o formato de sua atração seja um misto de pouca vergonha, com baixaria de quinta e falta de conteúdo. Até seu sotaque carregado para um brasileiro crescido nos EUA não atrapalhou o programa, que por si só já é péssimo.

Mulheres em trajes mínimos - quando não sem roupa (foto), só com tinta pelo corpo - apareciam com escritos na pele para os convidados da noite (ex-BBBs em sua maioria) terem que adivinhar um certo "enigma". Ainda no palco, com blusas brancas e jatos d'água, os convidados deixavam as mulheres com os seios a mostra. Em outro quadro gravado, Dr. Rey visitava uma balada paulistana e escrevia nos seios das mulheres bonitas: "Aprovada". Ou distribuia carimbos nos corpos masculinos, acrescentando que "não gostava de salsichas".

O que sobrou do extinto "Dr. Hollywood" foi um quadro sobre cirurgia plástica feito na clínica do Dr. Rey em Beverly Hills, com uma mulher realizando uma colocação de prótese de silicone. Tudo assim, na lata. Nem deu tempo do público mais conservador mudar de canal. E só - ou muitos "seios"!

Pelo menos Rey mostrou ser mais espontâneo e divertido que Rafinha Bastos no SNL. Mas só esqueceram de colocar conteúdo em sua atração.

A RedeTV! mostrou num único dia que vale tudo para chamar a atenção - e cavar a própria cova para sempre.