8 de agosto de 2012
O fim do jornalismo
Todo mundo é jornalista hoje em dia. Mas quase ninguém consegue emprego dentro de uma grande Redação, principalmente nos meios impressos, tais como jornais, revistas e editoras. Há trabalho, mas não emprego com carteira assinada e outros benefícios. Ao que tudo indica, todos aqueles que amam de verdade trabalhar com a notícia, como no meu caso, terão que se acotovelar por uma vaga dentro da vala comum dos portais da Internet.
Minha ficha - como aquelas utilizadas antigamente dos orelhões - parece que não quer cair. Tenho o privilégio de trabalhar, ainda, numa Redação de jornal. Na maior, por ora, Redação do Brasil. Mas a cada temporada vejo que ela diminui, lutando para não desaparecer. Quem insiste em ser jornalista, profissão que será exclusiva para quem ama, deve rever os conceitos e considerar seriamente a possibilidade de ingressar no meio online. Sério, acredito que existam estudantes de jornalismo e simpatizantes que sonham em escrever em jornais, revistas, meios em extinção. Eu ainda acredito que o jornal irá sobreviver, que as pessoas comprarão os produtos nas bancas, que levarão consigo no metrô, em papai-noel e coelhino da Páscoa.
Enquanto tiver espaço no impresso, lutarei pela vaga. Mas dentro de poucos anos, ou meses, vou entrar de cabeça na rede. Antes que a rede fique cheia demais para mim.
23 de julho de 2012
Mochilão Europa
O sonho de milhões de pessoas é
de conhecer o Velho Continente em algum momento da vida. Aos 23 anos, eu a
minha namorada encaramos o famoso Mochilão para desbravar as principais cidades
europeias, num roteiro compacto e preciso de 14 noites. Todo o planejamento
começou em fevereiro, com cinco meses de antecedência.
Como éramos mochileiros de
primeira viagem, optamos por definir todo o roteiro através de uma agência de
viagens, a Central do Intercâmbio (CI). Eles nos ajudaram a esquematizar todo o
roteiro, definir as cidades e o número de noites em cada lugar, comprar as
passagens aéreas e de trens, bem como reservar os assentos para alguns trechos
entre cidades, e os passeios turísticos. Claro que você pode fazer tudo
sozinho, mas o trabalho será bem maior. Mas com a CI tivemos a grande vantagem
de poder dividir o valor do Mochilão e esquematizar do nosso jeito o roteiro,
com a segurança de uma agência de viagem.
Compramos as passagens aéreas da
TAM, nos trechos SP – Milão na ida e Frankfurt – SP na volta. Sem escalas, para
evitar estresse e cansaço de viagem. A Europa está +5h em relação ao fuso
brasileiro. Não foi problema nos adaptar ao horário. O mais difícil mesmo, com
exceção da Itália, foi adaptar a comida. Nos outros destinos, nada de carne!
Quando encontrávamos algo carnívoro, o preço era salgado. Muitas vezes optamos
pelo bom e velho fast food ou comidas vendidas em mercados, por um preço super
camarada!
Em relação às compras, não tem
como não comprar! De cada destino trouxemos algo típico para nossos amigos e
familiares. Para nós, roupas e perfumes. Mesmo fazendo a trágica cotação de
Euro para o Real, muitos produtos valiam a pena!
Com prazer publico nossas
impressões da viagem, separadas por cidades. Maiores informações, vou ter o
prazer de responder através do e-mail thiagoazanha@uol.com.br.
Boa leitura e boa diversão!
Espero que você, leitor, se anime e embarque o quanto antes nesta incrível
experiência de vida pela Europa!
Mochilão Europa - Milão (Itália)
Noites: 3
Hotel: Ibis Repubblica Centro.
Quarto com tamanho razoável, mas com bastante barulho da rua. O café da manhã
foi um dos melhores da viagem! Outra vantagem é que fica a 5 minutos a pé da
estação de metrô Repubblica e a 12 minutos da Stazione Centrale de trem. Tem
internet grátis wireless e quatro computadores no hall de entrada.
Atrações obrigatórias: Duomo, Galleria Vittorio Emanuele, Piazza della
Scala, Castello Sforzesco, corso Buenos Aires e Porta Genova.
O Duomo dispensa apresentações,
uma vez que é uma das mais belas igrejas de toda a Europa, com seu estilo
gótico, coroado com agulhas. Só tome cuidado com os vendedores ambulantes
insistentes que habitam a praça e perturbam os turistas. Seja grosso com eles e
dispense seus produtos. A Galleria Vittorio Emanuele, ao lado do Duomo, possui
um telhado de vidro e metal impressionante, numa galeria cheia de lojas de
luxo, como a Prada. Já a Piazza della Scala abriga um monumento em homenagem a
Leonardo Da Vinci e o famoso teatro Scala. Infelizmente os preços para as
apresentações estavam salgados, em torno de €100. O Castello Sforzesco, não
muito distante do Duomo, numa caminhada de dez minutos, abriga uma belíssima
construção renascentista de 1450, onde o visitante pode fazer uma visita pelo castelo
de graça! O corso Buenos Aires, próximo a estação Repubblica do metrô abriga
diversas lojas de departamento e grife, em meio a vários bares e cafés. Já a
badalação noturna fica no bairro de Porta Genova, próximo a estação de metro
que leva o mesmo nome. Lá os turistas podem desfrutar das comidas típicas
italianas a um preço camarada. Encontramos um bar que oferecia comida e bebida
a vontade por €9,00 as margens do canal, ou Navigli, como os milaneses chamam.
Resta a você explorar e não ter medo de se perder! A maioria dos milaneses é
como os brasileiros, prestativos e de bom-humor. Mas claro que há exceções,
principalmente os seguranças de lojas.
Veredicto: A capital mundial da
moda não pode ser deixada de lado no roteiro. A excelente gastronomia, a vida
noturna e os habitantes simpáticos fazem de Milão uma opção para começar a
conhecer a Itália sem se decepcionar com os clichês.
Mochilão Europa - Florença (Itália)
Noites: 0 (fizemos um
bate-e-volta de um dia, dormindo em Milão)
Atrações obrigatórias: Duomo,
Uffizi, Igreja de Santa Maria Novella, Ponte Vecchio, Palazzo Pitti e Galleria
dell’Accademia.
As igrejas mais celebres da
cidade são o Duomo de Santa Maria del Fiore (que se encontra em processo de
restauração) e a Santa Maria Novella, esta última construída em estilo gótico
entre 1279 e 1357. A
Ponte Vecchio, datada de 1345, sobreviveu aos bombardeios da Segunda Guerra
Mundial e hoje abriga diversas lojas de ouro e jóias, ligando os turistas do
Palazzo Vecchio ao Palazzo Pitti – que abriga o famoso Jardim de Boboli em seu
quintal. Ainda na Ponte Vecchio, não deixe de provar o famoso gelatto italiano
numa sorveteria no final da ponte, sentido Palazzo Pitti. Foi o melhor sorvete
que provei na vida! E custa apenas €2,50. Já a Galleria dell’Accademia abriga a
famosa escultura Davi, de Michelângelo. Mas indispensável mesmo é a visita a
Galleria degli Uffizi, que possui em seu acervo obras como “Duque e Duquesa de
Urbino” (1460), “O Nascimento de Vênus” (1485) e “Vênus de Urbino” (1538). O
quadro “A Adoração dos Magos”, de Leonardo da Vinci, encontra-se em trabalho de
restauração. Para não perder muito tempo em seu gigante acervo, reserve as
salas de 7 a
18 para visitação, onde encontram-se as obras mais importantes. E compre os
ingressos antecipadamente pela internet para evitar filas, no site: www.polomuseale.firenze.it.
Veredicto: Apesar do calor
infernal durante o verão, na casa dos 34C , o grande número de turistas e as ruas
estreitas que não parecem comportar tanta gente e calor juntos, Firenze
torna-se uma visita obrigatória para quem quiser ver obras importantes, feitas
por artistas celebres italianos. Um mergulho na história a cada passo! Mas não
deixe de se hidratar com bastante água, que é vendida mais barata em supermercados.
Mochilão Europa - Zurique (Suiça)
Noites: 1 (mas recomendo 2 ou mais noites)
Hotel: Bristol. O melhor hotel da
viagem, pois tinha um quarto gigante com sacada e banheiro com banheira! Fica
pertinho da estação Bahnhofstrasse, o que facilita a vida de quem carrega malas
e mochilas. O ponto negativo é o café da manha, com poucas opções. Tem internet
grátis wirelles e dois computadores no hall de entrada.
Atrações obrigatórias: Igrejas de
Grossmünster, Fraumünster e St. Peter, ruas comerciais de Augustinergasse e
Bahnhofstrasse e o rio Limmat (que desemboca numa baia linda).
É impossível estar em Zurique,
olhar para o alto e não se impressionar com as agulhas das três igrejas que dão
um charme para a cidade. Mesmo no verão, a cidade ganha ares festivos e
badalados, com as ruas comerciais apinhadas de gente bonita, Porshes e Ferraris
desfilando pelas ruas, comida barata de qualidade e um rio que deixa o turista
na vontade de mergulhar de roupa e tudo! As igrejas de Grossmünster e
Fraumünster podem ser deslumbradas do mirante da cidade. Para chegar até ele,
observe numa caminhada a beira do rio um lugar no alto com diversas pessoas se
movimentando.É lá, difícil de chegar, mas que vale a procura! Se tiver tempo,
não deixe de conhecer o Museu Nacional Suíço, que fica num prédio que mais parece
um castelo ao lado da estação principal de trem, a Bahnhofstrasse.
Veredicto: Zurique foi a melhor
cidade que visitamos na Europa. A população, os lugares que mais parecem
cenários de filmes, o belo lago no final da rua Bahnhofstrasse, etc. Tudo é perfeito,
numa melhor imagem de “estamos na Europa”. A viagem de trem entre Milão e
Zurique já valia o passeio, pois tinha diversas montanhas ainda com neve,
animais no pasto, casinhas do tipo de bonecas, etc. Encantador! Devíamos ter
ficado mais que uma noite na Suíça, sem dúvida. Perto do hotel ficava uma
badalada rua noturna, com diversos cafés e cerveja barata!
Mochilão Europa - Paris (França)
Noites: 3
Atrações atrações: Torre Eiffel, Museu do Louvre, Catedral de Notre Dame, Champs Elysees, Arco do Triunfo, Île de la Cité, Quartier Latin, Pont des Artes.
Hotel: Yllen Eiffel. Disparado, o
pior hotel da viagem! Atendimento péssimo, internet que custava E5 por hora,
café da manhã precário, quartos claustrofóbicos e velhos, distante de todas as
atrações turísticas. Levávamos cerca de 30 minutos numa viagem de metrô entre o
hotel e o Louvre, por exemplo. Opte por algum hotel próximo a Île de la Cité ou da Champs Elysees,
que concentram os pontos turísticos da cidade.
O mal-necessário da viagem. Ir
para a Europa e não passar por Paris é a mesma coisa que ir para o litoral e
não ver o mar. A Cidade-Luz estava abarrotada de turistas no verão, formando
filas intermináveis nos principais pontos turísticos, como a Torre Eiffel e o
Museu do Louvre. A dica é comprar a entrada da Torre em uma agência de viagem,
como a Cityrama, que oferece pacotes promocionais com a entrada na Torre SEM
FILAS, cruzeiro pelo Rio Sena e um city-tour completo por apenas €55. Vale o
dinheiro gasto. Já no Louvre, entre pelo acesso dentro do metrô, que abre
pontualmente as 8h30 e garante entrada no museu também sem filas logo pela
manhã. Depois das 11h, o Museu torna-se insuportável e cheio de turistas. Como
conseguimos chegar cedo, vimos a Mona Lisa de pertinho, sem tumulto. E é de
perder o fôlego o acervo sobre o Egito e as famosas pinturas da Revolução
Francesa!
Paris é uma cidade para ser
percorrida a pé! Você deve visitar a belíssima Catedral de Notre Dame, que fica
ao lado da famosa ponte de cadeados Pont des Artes, na Île de la
Cité. Se tiver namorada(o) não deixe de
colocar seu cadeado na ponte e jogar a chave no Rio Sena. Esta tradição existe
há anos e vale para declarar seu amor! Ainda na Île de la Cité , prove o delicioso
gelato da sorveteria Berthilon, localizado na rua central da Île St. Louis. O
Arco do Triunfo no começo da chiquérrima Avenue des Champs Elysees também vale
a visita pelo monumento ao soldado desconhecido, morto nas batalhas francesas. Aliás,
a Champs Elysees concentra sim lojas de grife, mas há opções mais baratas, como
a H&M ou a Abercrombie. Sem falar das boas e baratas lojas de perfumes, que
estão em promoção agora no verão! Não deixe de sentar, tomar um café e apreciar
o burburinho das compras nesta famosa avenida.
Para comer, cuidado com os
restaurantes do Quartier Latin, que também concentra diversos prédios famosos.
A maioria serve um menu fechado a €16, que parece vantajoso, mas a comida deixa
a desejar – e o atendimento rude dos franceses também. Ao contrário da lenda da
boa cozinha francesa, os restaurantes franceses são MUITO ruins e servem um
atendimento para irritar qualquer um.
Veredicto: Paris é Paris. Ame-a
ou deteste-a. Linda por toda a história que possui, mas perde um encanto com
tanto turista! Deixe para conhecer a Torre Eiffel a noite, curta um pôr-do-sol
no Parc du Champ de Mars comendo um crepe, viva a atmosfera legítima parisiense
na Île de la Cité. Tente
não encontrar um rato nas fedidas estações de metrô, que cheiram urina, e tape
bem o nariz para o mal-cheiro dos franceses, que não é lenda!
Mochilão Europa - Bruxelas (Bélgica)
Noites: 2
Hotel: Ibis Ste. Catherine. A
poucos minutos do Gran Place e da estação Bourse do metrô, o hotel tinha o
quarto e o banheiro mais apertados da viagem! Em compensação, a cama grande e
confortável quebrou o galho a noite! O café da manhã era ok, mas vivia
abarrotado de turistas, brasileiros e italianos! Há internet grátis wireless e
apenas um computador no hall de entrada.
Atrações obrigatórias: Grand Place,
Manneken PIS, Parc du Cinquantenaire, Cathédrale Sts-Michel et Gudule e
Bruparck.
Não perca seu tempo: Parlamento
Europeu (prédio feio que contrasta com todas as construções da cidade) e Palais
Royal (está fechado para reforma até o fim de 2012).
A praça do Gran Place concentra
as mais belas construções da cidade, como o Hôtel de Ville e La Maison du Roi. Nas ruas
próximas ao Gran Place encontram-se diversas lojas dos famosos chocolates
belgas, a um preço muito barato. Há também lojas de souvenirs, como a renda
belga. Trouxe um lenço por E5. A três minutos do Gran Place localiza-se a
famosa estátua de Manneken Pis, o símbolo de Bruxelas. É um garoto fazendo
xixi, que reza a lenda, um menino foi pego urinando durante uma batalha.
Simboliza a coragem militar em meio ao conflito. Não se desanime com o pequeno
tamanho da obra, com menos de 1m. Situado na periferia de Bruxelas, onde se
pode chegar através de metrô em 30 minutos, encontra-se o Bruparck, que é um
parque temático. A atração mais curiosa é o Atomium, estrutura construída em
1958 para a Exposição Mundial que representa um átomo de ferro ampliado 165
milhões de vezes. O visitante pode subir em sua estrutura, pagando €11.
Subimos, mas não valeu a pena. A cidade é vista ao longe e o parque em si é bem
simples. Desperdício de dinheiro, mas vale pelas fotografias da estrutura em
si.
Dica: O restaurante Raphael (76,
Rue Marche aux Herbes) serve boas opções de cortes de carnes, com batata frita
e salada por €16,
que valia cada centavo! Foi o lugar que matou nossa fome durante nossa
temporada na Europa.
Veredicto: Se tivesse que tirar
alguma cidade do roteiro, não pensaria duas vezes de excluir Bruxelas e passar
mais tempo em Zurique, por exemplo. A cidade resume-se as atrações do centro,
nada diferente do que pode ser visto em cidades maiores. Ganhe tempo em outra
cidade e não desperdice tempo e dinheiro em Bruxelas – que mesmo no verão é
congelante a noite devido ao vento.
Mochilão Europa - Amsterdam (Holanda)
Noites: 2
Hotel: Ibis City Stopera. Logo no
check-in, peça um quarto com vista para o canal, pelo mesmo preço que um quarto
com vista para o simples jardim interno. A numeração ímpar já credencia os
hóspedes para uma vista de tirar o fôlego! Mesmo a noite, quando fomos dormir,
deixamos a cortina aberta, para apreciar a vista noturna da cidade. Há internet
grátis wireless e dois computadores no hall de entrada.
Atrações obrigatórias: Casa de
Anne Frank, Heineken Experience, Bairro da Luz Vermelha (principalmente a
noite), Madame Tussauds, Xtracold Icebar, Igreja de Oude Kerk, casas de
Begijnhof e Rijksmuseum (em frente ao museu está o famoso letreiro I Amsterdam)
Não perca seu tempo: Sexmuseum
(só há fotos pornográficas antigas e bizarras), Medieval Torture (mais
bizarrices para tirar dinheiro de turistas desavisados) e qualquer outro museu
de conteúdo suspeito.
Amsterdam cheira maconha. A
droga, legalizada e tolerada pela polícia, pode ser consumida nos famosos coffee
shops – o mais badalado é o Bulldog. Nem a lei que entrou em vigor proibindo a
venda para turistas conseguiu tirar o movimento desses cafés. As prostitutas no
Bairro da Luz Vermelha também não se deixam envergonhar nas vitrines decadentes
em meio a famílias passeando dando uma atmosfera festiva e boêmia para o
bairro. Mas Amsterdam é muito mais que sexo e drogas! Tem CULTURA!!! A começar
pela fascinante casa onde Anne Frank escreveu o diário mais famoso do mundo
durante a Segunda Guerra Mundial, antes de ser capturada e morta pelos soldados
nazistas. Mesmo sem os móveis originais, os visitantes podem ver os cômodos no
esconderijo que abrigou seus pais e mais um casal com o filho durante meses nas
margens de um canal. Para não pegar filas, compre seu ingresso pela internet,
no site www.annefrank.org. Com ele,
você agenda o horário da visita e tem acesso por uma porta a esquerda do
prédio, sem nenhuma fila – que costuma ser GIGANTE para os desavisados. As
casinhas simpáticas onde vivem somente mulheres solteiras em Begijnhof contrasta
com o movimento das ruas comerciais da região. Quem gosta de cerveja tem uma
parada obrigatória no Heineken Experience, onde pode-ser apreciar a história e
fabricação da cerveja mais celebrada do mundo! Para fazer algo diferente, vale
a visita ao Xtracold Icebar, uma balada a – 10C , que fica ao lado da estação Waterlooplein
do metrô (a mesma para o hotel Ibis City Stopera).
Dica: Compre os tickets para os
museus, cruzeiros e baladas nos escritórios da Tour and Tickets, espalhados
pelas ruas de Amsterdam com uma cor vermelha bem chamativa. Os descontos são
essenciais para mochileiros em busca de preços mais acessíveis. As pizzas a € 5,00 são boas opções para matar a fome a qualquer hora!
Veredicto: A vista dos canais,
que não tem nenhum cheiro desagradável, bem como o cruzeiro que fizemos pelos
mesmos, é de impressionar. Toda a história de Amsterdam, com as modernidades,
faz com que tudo fique perfeito nesta cidade encantadora, minha favorita depois
de Zurique.
Mochilão Europa - Berlim (Alemanha)
Hotel: Ivbergs Premium. Ao lado
da estação U-Bahn Wittenberg Platz, o hotel agrada pelo tamanho e o farto café
da manhã, com dezenas de opções. Foi nossa segunda melhor hospedagem na Europa.
O defeito é que os recepcionistas tinham um péssimo inglês, impossibilitando
nossa comunicação.
Atrações obrigatórias: Alexander
Platz, Berliner Dom, Brandenburger Tor, Centrum Judaicum e Neue Synagoge, Muro
de Berlim, Postdamer Platz, Tiergarten, Unter den Linden.
A capital da Alemanha tem algo
diferente no ar. Uma atmosfera pesada parece encobrir a chuvosa cidade, que foi
palco de inúmeras tragédias, como os bombardeios durante as Guerras Mundiais, a
dizimação dos judeus durante o período nazista, a Guerra Fria, o Muro de Berlim
que dividia a cidade em duas. É preciso ter fôlego para conhecer todos os
pontos turísticos (principalmente aqueles que sobreviveram ao tempo), que ficam
distantes um do outro, e não se revoltar com a história recente dos alemães. A
praça de Alexander Platz abriga a Torre de Rádio e TV (Fernsehturm), onde o
turista pode subir e apreciar a vista, pagando €12. Mesmo num domingo a noite, a
fila demorava 1h30. O Postamer Platz abriga o Sony Centre, um moderno complexo
de lojas no centro de Berlim. Vale a visita para diversas fotos! Já o Muro de
Berlim, próximo ao Checkpoint Charlie, pode ser visitado, devorando toda a
história da Guerra Fria que estudamos na escola.
Veredicto: Alemanha não vale a
visita. Nem Berlim, nem Frankurt (veja abaixo). Perda de tempo ao visitar uma
cidade que contrasta as velhas construções com uma nova metrópole, a história
repugnante dos nazistas, a divisão ridícula do muro. A população não tem nada
de simpática. São todos mal-educados, não falam inglês e tratam mal os
turistas. Para nunca mais pisar na terra de Hitler.
Mochilão Europa - Frankfurt (Alemanha)
Noites: 1
Hotel: Best Western Plaza.
Localizado ao lado da principal estação de trem de Frankfurt, a MainHB, o hotel
fica a 15 minutos das principais atrações da cidade, podendo o visitante fazer
uma agradável caminhada pelas margens do rio até chegar ao Ostzeile ou às
igrejas. O café da manhã é grátis, mas não há boas opções. Ficamos com fome e
precisamos comer na rua minutos depois. Tem internet wireless grátis e apenas
um computador no hall de entrada. Deixa muito a desejar.
Atrações obrigatórias: Ostzeile de Römerberg, casa de Goethe, Igrejas de São Nicolau e St. Leonhardkirche e Kaiserdom.
Veredicto: Bonita, mas não tanto.
Seria melhor pegar estas três noites na Alemanha e distribuir em outros
destinos. Distante das outras cidades, Berlim e Frankfurt não deixaram saudade.
Apenas o alívio de voltar para casa e comer o famoso arroz e feijão!
25 de junho de 2012
Crítica: Encontro com Fátima Bernardes
Fazendo o possível para mostrar-se a vontade em seu programa
de estreia, Fátima tenta mudar a cara da programação matinal da TV no “Encontro
com Fátima Bernardes”.
O programa começou com dez minutos de atraso, e mostrou
logo na abertura a despedida de Fátima do “Jornal Nacional”. Depois, fez uma
contagem progressiva através dos últimos meses contando sobre a criação do programa, através da composição do
elenco, pautas, quadros, cenários, etc. Mais ou menos como seria a realização
do sonho da apresentadora. Aliás, “sonhos” foi uma espécie de tema do programa
de estreia.
A primeira matéria discutida ao vivo com convidados e a
jornalista Lillian Telles foi sobre adoção. Nada magnífico, mas que trouxe
relatos de crianças nos orfanatos e pais que adotaram ou pretendem adotar
filhos de coração. Teve ainda a presença de Marcos Losekan, direto de Londres, falando sobre o mesmo tema da adoção na Inglaterra. Na sequência, uma pequena esquete de humor – mesmo sem um
pingo de graça – mostrou que o programa precisa melhorar nas tentativas de fazer
piadas nas mudanças de assunto, ajustando o famoso “time” dos comediantes.
Um quadro interessante apresentado na estreia foi o
“Cabine”, em que os convidados do programa revelam algo de suas vidas. O tema
de hoje foi “Qual seu maior sonho?”, com respostas previsíveis e uma mais
divertida: "andar nas costas de uma girafa na África!" Ponto para a piada
natural!
“Onde está você, William Bonner” perguntou Fátima para o
marido, que deu as caras no moderno telão para parabenizar a mulher pela estreia do programa direto da Redação do "Jornal Nacional" e
dar algumas notícias que estarão no noticiário noturno da Globo – com a
presença de todos os editores do “JN” que trabalhavam com Fátima. Bonita
homenagem.
Em seguida foi ao ar uma divertida matéria com três amigos
do Rio que fizeram a primeira viagem de avião juntos para o exterior (EUA, claro!). E
discutiu-se sobre os brasileiros que estão debutando nos aeroportos, numa clara
referência ao público que o “Encontro” quer fisgar: a classe C.
Outra pauta discutida no programa foi sobre depilação masculina.
Um lutador de MMA entrou em cena e confessou que depila as costas e “outras
partes”. Constrangedor!
Na reta final, Fátima mostrou seu lado jornalista,
discutindo sobre as notícias grandes, com boa repercussão, e as notícias do
cotidiano, pessoais, citando a sua própria gravidez no final da década de 90.
Enfim, mostrou qual o propósito do programa: contar histórias e relatos
pessoais da vida de forma clara e objetiva. Nada de receitas gastronômicas, sorteios de prêmios ou
qualquer outra bobagem em busca da audiência. Quer ter qualidade e bom conteúdo.
A primeira impressão é a de que o “Encontro com Fátima
Bernardes” precisa soar mais natural, mostrando uma verdadeira e desconhecida
“nova Fátima” – que o público tanto espera ver ao vivo, todas as manhãs.
Segundo o colunista da Folha Ricardo Feltrin, a audiência na
estreia do programa chegou a 10 pontos de média, com pico de 11,5. Desde 2006 a Globo não alcançava
uma audiência tão grande na faixa matinal. Em segundo ficou o SBT, com 7,1
pontos – que abocanhou as crianças órfãs de desenhos da “TV Globinho”. Já a
Record, mesmo com a presença especial de Ana Hickmanm e Brito Jr. no “Hoje em
Dia”, caiu para a terceira posição, com 6 pontos. Cada ponto equivale a 60 mil
domicílios na Grande SP.
Avaliação: Bom
Avaliação: Bom
Marcadores:
audiencia,
critica,
encontro com fatima bernardes,
globo,
ibope,
programa da fatima
24 de junho de 2012
Crítica: Para Roma com Amor
O novo e último filme da temporada europeia de Woody Allen,
“Para Roma com Amor” consegue captar com muito humor o cotidiano confuso e
apaixonante dos italianos na Cidade do Amor.
Depois de filmar “Match Point” (Londres, 2005), “Vicky
Cristina Barcelona” (Espanha, 2008) e “Meia-Noite em Paris” (França, 2011),
chegou a hora de Roma ser captada pelas lentes do diretor Woody Allen, que
volta a interpretar magistralmente neste seu novo filme.
A película começa com uma tradicionalíssima canção italiana
– “Volare” – já no prólogo de um policial de trânsito, que parece reger como
uma ópera o caótico trânsito de Roma, contextualizando o espectador com o que
está por vir. Na sequência, o público é apresentado aos diversos personagens, que
não se encontram em nenhum momento da trama. São divertidas histórias paralelas
que se desenvolvem ao mesmo tempo nas românticas paisagens italianas, como o
Coliseu, Fontana di Trevi, Piazza Spana e entre ruínas e vielas
cinematográficas da cidade.
Allen interpreta um recém-aposentado diretor de ópera que
viaja a Roma para conhecer o noivo comunista de sua filha Hayley, sem entender
quase nada de italiano. Lá, percebe que o pai de seu genro – que é dono de uma
funerária – tem um talento especial para cantar, mas só no chuveiro. O que dará
uma ideia inusitada para Allen produzir uma ópera em Roma!
No outro ponto da cidade, um jovem casal italiano se envolve
sem querer com uma prostituta, interpretada por Penélope Cruz e um sexy ator de
cinema (Antonio Albanese). Numa outra estação, um casal americano tem a relação
estremecida com a chegada de uma amiga, interpretada por Ellen Page – e há
também a presença da “voz e presença da experiência”, vivida por um renomado arquiteto
de shopping centers (Alec Baldwin).
Podemos notar a presença de vários atores jovens numa cidade velha – esta
ambiguidade será ressaltada em diversas passagens do longa. O idioma mais
ouvido na fita é o próprio italiano, embora o inglês apareça com sotaque
italiano e na forma original com o próprio Allen. Mas vale a experiência de
compreender com mais facilidade a língua de Dante do que a de Shakespeare.
A história mais divertida do filme fica a cargo de Roberto
Benigni na pele de um burocrata que do dia para a noite se torna uma badalada
celebridade sem nenhum motivo (qualquer semelhança com a breve fama dos BBB’s é
mera coincidência)! Todos os detalhes de sua vida íntima e supérflua viram
manchetes por um breve período, gerando assim uma ironia da sociedade
descartável, rápida e sem conteúdo.
Todos os finais são característicos do diretor:
surpreendentes! Traições são ocultadas, o desconhecimento depois da fama é
discutido, decisões importantes são tomadas de última hora, famílias se
reconciliam depois de não conseguirem se comunicar. Tudo no exato tom de comédia
com pedigree – para completa satisfação do público. A última cena,
literalmente, é uma das mais emocionantes, fazendo com que todos fiquem com
vontade de dar um pulo em Roma o mais breve possível – e se possível, encontrar
com os tipos criados por Woody Allen.
O próximo filme do diretor será nos Estados Unidos. Depois,
há a possibilidade de desembarcar no Rio de Janeiro ou Buenos Aires para contar
mais histórias locais como só Allen consegue fazer.
Cotação: * * * * *
Marcadores:
para roma com amor,
roma,
woody allen
Crítica: Sombras da Noite
A longeva parceria do diretor Tim Burton com o ator Johnny
Depp acaba de ganhar um novo capítulo: a adaptação para o cinema da famosa
série de TV americana “Dark Shadows”, exibida entre as décadas de 1960 e 1970.
“Sombras da Noite” conta a história de um jovem milionário do século 18 que foi amaldiçoado por uma bruxa, transformado em vampiro e enterrado vivo! Depois de 200 anos ele é desenterrado e retorna à vida, sem saber precisamente quanto tempo ficou preso. A graça do filme está exatamente aí: mostrar todas as mudanças que se deram em duas centenas de anos – e mostrar a difícil adaptação temporal!
“Sombras da Noite” conta a história de um jovem milionário do século 18 que foi amaldiçoado por uma bruxa, transformado em vampiro e enterrado vivo! Depois de 200 anos ele é desenterrado e retorna à vida, sem saber precisamente quanto tempo ficou preso. A graça do filme está exatamente aí: mostrar todas as mudanças que se deram em duas centenas de anos – e mostrar a difícil adaptação temporal!
O vampiro Barnabas Collins retorna para sua mansão e
encontra seus descentes familiares beirando a ruína. Disposto a ajudá-los, uma
vez que deve honrar o sobrenome da família, consegue reconstruir seu castelo e
reformar a fábrica de peixes na cidade de Collinwood. Mas a bruxa que o
amaldiçoou no passado tornou-se a grande empresária da cidade, dominando o
comércio marítimo que movimenta o porto.
Barnabas reencontra com a bruxa, ao mesmo tempo que reconhece
numa jovem seu amor do passado. Neste ponto, qualquer paródia com a saga
“Crepúsculo” não é do acaso. Ele, um vampiro, apaixonado por uma jovem pura e
cheia de mistérios. Edward e Bella? SIM! Mas com um humor mais dark e sem
firulas. As proximidades dos longas vêm a tona quando Barnabas precisa morder
sua pretendente para salvá-la da morte! A mesma cena, num tom romântico, pode
ser vista no filme “Amanhecer – Parte 1” . Até uma sobrinha de Barnabas aparece do
nada na pele de um lobisomem, para lutar junto com o tio vampiro! A adaptação
não tem medo de apostar numa fórmula de sucesso, parodiando-a!
Uma piada antiga, presente na série de TV, é quando o
vampiro confunde o M do Mc Donald’s com o sinal do demônio Mefistóteles. Outras
piadas são geradas pelo conflito com a geração de 1970 em comparação com o
século 18. Numa cena, Barnabas se espanta de saber que uma mulher é médica e
que não teve filhos com 15 anos! Em outra, fica horrorizado ao saber que
precisa conquistar uma mulher através do amor – e não pagando um dote, ou dando
cabras – para se casar com ela.
O filme funciona e flui com humor. A interpretação de Depp,
mais uma vez, consegue ser maior que o próprio filme. E seu personagem rouba
toda a atenção do espectador. Só o final deixa a desejar, terminando de forma
sem o esperado final muito feliz.
Cotação: * * *
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19 de junho de 2012
Conexões?
Uma antiga campanha publicitária de celulares da Nokia tinha
como slogan “Connecting People” (conectando pessoas).
Mas nunca as pessoas se desconectaram tanto umas às outras
no plano físico para se conectarem através de ondas 3G com o vazio de relações
virtuais. Mesmo quando estão juntas de pessoas reais – amigos, parentes,
conhecidos –, preferem ficar teclando no celular (ou atualizando o Onde Estou?
/ O Que Estou Fazendo?), e deixam de viver e se relacionar de verdade com
pessoas de carne e osso. Parece que as relações humanas estão deixando de ser
humanas – e tornam-se cada vez mais artificiais e superficiais.
Gosto de ligar e ouvir a voz das pessoas. Se estiver muito
ocupado, mando mensagem, mas ligo depois para checar se recebeu! Sempre quando
saio com meus amigos, faço questão de fingir que o celular não existe. Quero
aproveitar os bons momentos que um bom aplicativo jamais substituirá. Ou vamos
deixar como está e nunca mais sair de casa para tomar uma cerveja num happy
hour com os velhos amigos.
Está mais do que na hora de voltar a viver, sem conexões
wireless ou 3G. Vamos nos conectar às pessoas reais?
4 de junho de 2012
Festa Junina na Igreja do Calvário
Começou no último final de semana a tradicional Festa Junina na Igreja do Calvário, localizada ao lado da Praça Benedito Calixto, zona oeste de São Paulo.
Entre as deliciosas comidas típicas, destaque para o pastel de queijo (R$ 4), cachorro-quente (R$ 4,50) e vinho quente (R$ 4). Há ainda diversas opções de doces, comida italiana, japonesa e o famoso espetinho de carne!
Durante a festa acontece shows musicais com duplas sertanejas, dando um clima interiorano para o "arraiá"! Procure chegar cedo - os portões abrem às 17h30, de sábado e domingo - para não pegar filas! Na entrada os festeiros ganham um vale-bingo, que pode ser usado no salão da paróquia!
O único ponto negativo é a falta de banheiros - somente um! E não há mesas para comer os pratos. Quem quiser, pode sentar na escadaria da Igreja e degustar sua comida, sem nenhum conforto.
Mas vale a diversão nesse mês de junho!
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