23 de junho de 2011

Crítica: Show Jota Quest 15 anos

A nova turnê da banda mineira celebra os 15 anos de carreira com um show repleto de convidados especiais e repetecos das músicas de maior sucesso.



“Jota 15 Na Moral” é um misto de festa com show! Um longo espetáculo de quase três horas de duração, tocando as baladas e melosas. O vocalista Rogério Flausino estava nervoso na apresentação em SP. Pela primeira vez o vi tenso no palco. Estranho, pois este é seu habitat natural. Pouca conversa, muita música e um palco sem grandes atrativos – o oposto das antigas turnês, em que a iluminação e os grandes telões representavam um atrativo a parte. Foram 30 músicas, que embalaram casais coladinhos e grupos de amigos no Credicard Hall.

Jota Quest é uma máquina de fazer hits. Na Moral, Só Hoje, Dias Melhores, Amor Maior, O Sol, La Plata, Encontrar Alguém e dezenas de outras canções colam facilmente na cabeça! Eles só tiveram o trabalho de selecionar as músicas com a ajuda dos fãs e lançar este álbum comemorativo. Serão dezenas de shows pelas principais capitais do país. O diferencial é a presença de convidados. Em SP, os convidados especiais foram Erasmo Carlos, Pitty e os ex-integrantes do Legião Urbana. No Rio, Seu Jorge deu a canja no lugar do Tremendão!

O que garantiu vaias foi o longo atraso para o início do show, em mais de 1h30. A bandinha sem sal Copacabana Club abriu a noite e não conseguiu empolgar com um setlist sem a menor graça. Banda pequena, público pequeno. Paciência! Por volta das 00h, o Jota subiu ao palco e emendou seus hits.

Esta turnê não representa muito para os fãs. Nada de diferente em relação às outras turnês, que já tive o prazer de acompanhar. Inclusive junto com a própria banda! Quem já foi em um show, já sabe o que esperar nos próximos. Saber reinventar e criar novas músicas também é cool!

Avaliação: regular

13 de junho de 2011

Ser entre o não ser e sou



Quando criança, sonhava em ser jogador de futebol. Treinava duas vezes por semana na escolinha de futebol do clube perto de casa. Aos finais de semana participava dos amistosos com os times das cidades próximas. Na torcida, meus pais e avós. Gostava de marcar gols, era um artilheiro nato! Mas só sabia ficar "na banheira" e chutar a bola indefensável para o gol. Ou seja, não sabia driblar, roubar a bola, não tinha visão de jogo. Vi que não tinha futuro e desisti. Ainda no meio esportivo, tentei ser um bom nadador, jogador de vôlei e tenista. Destas modalidades, só consegui relativo e superficial sucesso nas quadras frequentadas por Nadal. Mas jamais seria ele.

Parti para os palcos. Agora, queria ser ator. Ensaiava com entusiasmo e tinha prazer no que fazia. Participava simultaneamente de dois grupos, com duas peças. Estive em cartaz com "O casamento do pequeno burguês" e "Do nosso ponto de vista". Sucesso entre a família do elenco e amigos! Ou seja, algumas dezenas de apresentações - até mesmo em outras cidades - e depois as cortinas se fecharam. Queria estudar teatro em São Paulo, numa escola renomada, participar de Malhação ou em alguma super produção. Abandonei a vida de ator quando chegou o colegial e precisava mais estudar do que sonhar com um papel na próxima novela.

No colegial meu foco resumia-se a ser jornalista. Um GRANDE jornalista de TV, de preferência. Comecei escrevendo em publicações locais, rádio, TV, Internet. Quando mudei para SP ganhei meu primeiro emprego como repórter numa revista voltada para os universitários. Conheci um monte de gente e ganhei experiência na metrópole. Nasceu o blog Olhares do Radar no mesmo período, mais como diário pessoal do que de dicas culturais. Ano passado as coisas ganharam proporções maiores e melhores do que imaginava, com uma vaga de repórter num grande jornal. Por enquanto, a ideia de ser jornalista superou a de ser jogador de futebol ou ator da Malhação!

Estou na faculdade "errada"! Jornalista na faculdade de Letras? Sim, aceitável. Pelo menos dentro do ambiente da Universidade de São Paulo a faculdade de Jornalismo fica mais próxima. Sonho quase realizável.

Queria ser, não fui e hoje sou. Como a vida nos proporciona agradáveis surpresas, não? E na próxima semana realizo outro sonho: morar em outro país. Animado com as pequenas expectativas que cercam mais esta escolha na minha feliz vida!

Crítica: Green Garden Restaurante

Localizado próximo ao horto de São Paulo, o restaurante atrai pela bela vista da cidade, atendimento camarada, mas peca no cartão de visita: o cheiro de fritura e da lareira na roupa após a refeição.



Para chegar aos pés da Serra da Cantareira é preciso muita paciência, pois o restaurante fica a quase 60 minutos do centro de SP. Logo na chegada, as pessoas se surpreendem com a fachada iluminada do restaurante, bem colorida e atraente. Há um grande estacionamento, e grátis (raríssimos na cidade). O ambiente interno é pequeno e aconchegante, com diversas mesinhas para casais e turmas de amigos. Para quem for mais animadinho há uma pequena pista de dança.

No dia da visita era véspera de Dia dos Namorados e vários garçons estavam perdidos (ou ausentes). Por outro lado, os funcionários próprios da casa conseguiram dar conta do recado com muito bom humor. No restrito cardápio, fundues de camarão, filé mignon e queijo. Optamos pelo fundue de carne com oito tipos de molhos, acompanhado de pães (R$ 89) e sem couvert (desnecessário e caro). Para fritar a carne, prepare-se para tomar um banho de óleo e levar um desagradável cheiro de fritura para casa! A carta de vinhos também deixa a desejar. Poucos rótulos (cerca de 6) nem um pouco animadores pelo preço único de R$ 55. Na sobremesa, além dos fundues doces, os clientes tinham a disposição petit gateau. O bolo de chocolate estava frio, o sorvete muito aguado e havia excesso de chantilly no prato.

A única lareira do restaurante consegue esquentar quem estiver mais próximo, mas deixa congelando quem optar por uma mesa próxima à janela, que tem uma bela vista da cidade. O exaustor não parece funcionar, pois a fumaça incomoda em certo momento da noite. Há música ao vivo, onde os casais podem escolher o repertório. Como não aceitava reservas, uma fila gigantesca de namorados em busca de abrigo numa congelante madrugada se formou em frente ao restaurante. Mas os garçons não tiveram a mínima pressa de expulsar os clientes que já estavam acolhidos. Pelo contrário, foram extremamente gentis e atenciosos com os pedidos, que chegaram rapidamente em nossa mesa.

Vale a visita em datas não comemorativas. E vá com uma roupa que não goste muito, ou leve a blusa na lavanderia depois, como fiz hoje a tarde!

Avaliação: regular

10 de junho de 2011

Dia de celebrar o amor

Domingo comemora-se o Dia dos Namorados! No Brasil, a data cai antes do dia de Santo Antonio. Até porque entre um namoro e casamento há um pequeno caminho...



Caminho a ser percorrido por meses (se forem muito loucos), anos, décadas (se a namorada souber esperar pacientemente e não querer trocá-lo depois de seis ou sete anos de enrolação para o casório)! Enfim, o Dia dos Namorados é, para mim, a celebração de conviver ao lado de quem você ama e não querer mais pensar em outra pessoa. Simples, se não fossem todas as dificuldades que todo casal passa. Normal. Ou você acredita que a paixão acorda incendiando tudo e todos ao seu redor dia após dia? Impossível! Mas convenhamos que é uma delícia acordar ao lado da sua namorada, poder olhar para ela e dizer: TE AMO (de forma sincera e intensa – pelo menos com este blogueiro é assim que acontece há 1 ano e 8 meses)! Tenho muito orgulho de saber levar com muita paixão um namoro tão gostoso e intenso!

Namorar é saber respeitar e se envolver na vida do outro. Pegar as manias, saber o que um simples olhar significa, agir com emoção, fazer as coisas que agrada ao outro, conviver estando sempre presente, ficar juntinho no frio, rir com filmes bobos que falam sobre amor, ouvir músicas que retomam coisas vividas juntas, cozinhar uma janta saborosa, falar no telefone pelo santo plano Infinity da Tim, arrumar a gostosa bagunça que seu parceiro faz na sua casa e na sua vida! Sim, pois tudo sai do seu controle e da sua rotina! Namorar é se perder no outro e não reclamar porque é bom demais!

Não há como explicar o motivo de duas pessoas se juntarem, fazerem planos e lutarem para sobreviver um ao outro! Nada e ninguém é perfeito. Mas para tudo há um jeito. E este jeito pode ser o amor, paixão, carinho, respeito, atenção, paciência, vontade, desejo, atração física, sensação boa, etc. Use o sentimento que quiser. Cada relacionamento é para ser vivido a dois.

Se entregar e deixar-se levar. Andar no mesmo ritmo e pelo mesmo caminho. Pensar de forma parecida ajuda. Ter objetivos claros dentro e fora do relacionamento é essencial. Sonhar, apaixonar-se. Todos os dias saber que há alguém que está ao seu lado e que te ama. Para sempre.

Te amo, morena aí da foto!

9 de junho de 2011

Eduardo e Mônica - Clipe da Vivo

Uma das canções mais conhecidas do Legião Urbana acaba de ganhar um inédito clipe e virar hit na internet numa ação de publicidade da Vivo.



Em 2011, Renato Russo completaria 50 anos de vida. E a música "Eduardo e Mônica" celebra 25 anos. A agência Africa, dirigida por Sergio Gordilho, em parceria com a 02, criou para a Vivo um clipe para a canção, que passa a mensagem de amor, conexão e transformação (utilizadas nas propagandas da empresa).

Um dia depois de seu lançamento na web, o vídeo já totaliza mais de dois milhões de acessos - mostrando o poder da publicidade no mundo virtual. No Twitter, Eduardo e Mônica repetiram o sucesso feito há 25 anos, debutando nos Trending Topics e caindo no gosto dos internautas!

O gancho para o vídeo é o Dia dos Namorados. A história criada por Renato Russo ganhou ares modernos, com a presença de celulares, tablets, serviços online, máquinas digitais e outros aparelhos/serviços oferecidos pela Vivo. O diretor da produção, Nando Olival conseguiu contextualizar os jovens com uma música que marcou gerações. Basicamente, o clipe de "Eduardo e Mônica" retrata a evolução de um jovem casal, que goza as alegrias e precisa enfrentar as dificuldades para vencer na vida. Estudam, trabalham, têm costumes e gostos diferentes, se casam, brigam, se reconciliam, vão morar juntos, ganham filhos, mudam de cidade... Enfim, com a agilidade do mundo moderno, nunca uma música conseguiu definir antigas e novas gerações com tanta precisão.

E a marca Vivo ganha força no Dia dos Namorados com este clipe que retrata seus consumidores.

O publicitário @joaolucas_ também escreveu no blog Detetives da Comunicação suas impressões sobre o vídeo. Vale a pena dar uma olhada!

Se você ainda não viu o vídeo, clique AQUI.

1 de junho de 2011

Crítica: Se beber, não case 2

Os inseparáveis amigos Phil, Stu, Allan e Doug trocam a despedida de solteiro de Las Vegas por Bangcoc nesta hilária comédia dirigida por Todd Philips!



Prepare-se para rir do começo ao fim com as insanidades desta trupe! O casamento de Stu na Tailândia pede uma exótica despedida de solteiro em...Bangcoc! O filme começa como no primeiro: com os amigos Phil, Stu e Allan perdidos em algum lugar da cidade - e sem nenhum rastro na memória! Eles precisam seguir as pistas para lembrar do que aconteceu na noite passada para explicar uma tatuagem na cara de Stu, a destruição de uma rua inteira, a perda de cabelo de Allan, o sequestro de um monge budista, a transa com um travesti e a companhia de um macaquinho viciado em cigarro. E o mais importante: encontrar Teddy, o irmão da noiva de Stu! Depois de comer marshmallows batizados de Allan, os amigos embarcam com Chow para as loucuras na capital da Tailândia! O grande atrativo do filme é a sintonia do elenco, super afinados em todos os momentos, garantindo risadas certeiras do começo ao fim! Muito melhor que o primeiro, "Se beber, não case 2" já é a comédia que mais faturou em toda a história do cinema no fim de semana de estreia nos EUA! Recorde de faturamente e de risadas!

E a boa notícia: a Warner já anunciou o "Se beber, não case 3"!

Cotação: * * * * *

30 de maio de 2011

Crítica: Piratas do Caribe 4

Na quarta história da franquia Piratas do Caribe, o capitão Jack Sparrow (Johnny Depp) deverá navegar em águas misteriosas - e cheia de sereias - para encontrar a cobiçada Fonte da Juventude.



E não pense que ele é o único que deseja beber a tal água da juventude! O temido pirata Barba Negra, com a ajuda da filha Angélica (Penélope Cruz) também correm para encontrar a fonte que poderá dar anos a mais de vida para os navegadores. Na corrida também entram os espanhois e a armada marinha britânica, agora capitaneada pelo pirata Barbossa. O longa é recheado de espetaculares cenas de ação, todas tendo como protagonista Jack Sparrow. O filme vale por si só pela excelente atuação de Johnny Depp, que consegue levar todas as cenas sozinho. Mas para a felicidade do público masculino, com a saída de Keira Knightley entrou a belíssima Penélope Cruz, que interpreta uma antiga paixão de Jack - e filha do Barba Negra! As belas sereias também fazem os piratas - e o público - se encantarem! Quase todas as cenas se passam em alto mar ou na ilha onde encontra-se a Fonte da Juventude. Todas as artimanhas e trajeitos de Jack Sparrow são repetecos dos outros três longas, mas que conseguem manter o fôlego - mesmo perdendo um pouco da graça e diversão dos anteriores. Continua valendo a pena conferir, agora em 3D, as aventuras de um pirata camarada!

Cotação: * * * *

20 de maio de 2011

Polícia da USP, já!

O assassinato brutal de um jovem estudante no estacionamento da FEA dentro da Universidade de São Paulo reacende a discussão entre esclarecidos que clamam por segurança e esquerdistas alienados que temem a presença da PM no campus.


Crédito: Pierre Duarte / Folhapress

Partindo da máxima “Quem não deve, não teme” sou a favor da polícia civil, militar, exército, guarda nacional ou qualquer outra entidade disposta a defender minha segurança dentro da USP – inclusive com bases permanentes. Só a famosa rota de carros ou blitz não é mais suficiente para coibir a ação de criminosos que vivem ao lado da universidade. “O inimigo mora ao lado” não é mais uma atitude preconceituosa com os moradores da favela São Remo, mas a triste realidade social do país. De um lado, favelados. De outro, estudantes ricos ou tão pobres quanto os moradores do outro lado do muro. Os bandidos escolhem a dedo suas vítimas. Os sequestros-relâmpagos e os estupros aterrorizam os indefesos estudantes (ou vai dizer que os despreparados guardas universitários têm autoridade e competência para lidar com os marginais?). Os assaltos já viraram rotina no cotidiano uspiano. Agora os assassinatos são a tendência entre a bandidagem dentro da “terra de ninguém”.

Terra de ninguém porque a polícia é persona non grata dentro do campus. Mas lembra-se da expressão “quem não deve, não teme”? Pois bem. As pessoas que são contra a presença da polícia na USP são estes grupos: maconheiros, sindicalistas, baderneiros, grevistas, esquerdistas revoltados com tudo e com todos, supostas vítimas da “reitoria” com mania de perseguição, anarquistas, estudantes vagabundos ligados a partidos vermelhos e criminosos. Se a pessoa não se enquadrar em nenhuma classe pode ter certeza que é a favor da PM no campus! De quebra, a polícia poderá acabar com o tráfico de drogas na universidade!!

A Ditadura morreu há anos! Por que a polícia ou a “reitoria” irá perder tempo investigando alunos sem culpa no cartório? Se você não for um criminoso, irá pedir a presença da polícia no lugar em que vive. A USP é uma cidade com 50 mil pessoas! Por isso o subtítulo de Cidade Universitária. Já imaginou uma cidade com milhares de pessoas sem proteção policial? Seria o caos, certo?

Bem vindo à realidade da maior universidade brasileira!

Ringue Lounge Bar

Inaugurado há pouco mais de um ano em Pinheiros, o badalado bar abriga um grupo endinheirado da cidade num ambiente chic.


Crédito: Roberto Donaire

Na rua Lisboa, uma pequena fila composta de pessoas bem vestidas revela a presença de um bar quase secreto, pois não há placas que o identifique. Mas quando o frequentador passa pela hostess e depois pela discreta porta da frente, descobre-se um grande e bacanérrimo lounge com música boa, pessoas bonitas, drinks preparados quase que de improviso (todos na faixa de R$ 20) e taças de champanhe (R$ 18). O forte do local é a celebração de festas de aniversário. Recomendo ir ao Ringue com um grupo grande de amigos – e uma reserva de mesa, claro! Pode-se conversar numa boa, tentar alguns passos de dança, descansar nos confortáveis sofás e bebericar algum dos drinks presente no enxuto cardápio. Pontos negativos: (1) as comidas são do tipo congeladas e não agrada quem estiver com muita fome. Os preços são caros, na faixa dos R$ 30, não compensando a empreitada. (2) Para conseguir alguma bebida é preciso ir até o balcão. Não havia nenhum garçom no dia da visita.

Mas se a noitada for só para celebrar com os amigos uma data especial, o Ringue está de portas abertas. Com muita música pop de qualidade e glamour, claro!

15 de maio de 2011

Crítica: Todo mundo tem problemas sexuais

O diretor e dramaturgo Domingos de Oliveira transporta de forma infeliz uma peça para o teatro, agradando aos velhos críticos e decepcionando os amantes do bom cinema.



A peça, digo, o filme, têm a "inovadora" proposta de mesclar cenas do teatro com toscas filmagens cinematográficas. Ideia aceitável, se a parte feita para a telona não fosse tão amadora quando sua montagem teatral. Os atores Pedro Cardoso e Priscilla Rozembaum, que fazem parte do tablado, estão presentes na película. A divertida atuação de Pedro no teatro e no cinema, contudo, não consegue salvar esta releitura mal-acabada e inaceitável para a sétima arte. São cinco histórias que pretendem contar de forma bem-humorada os problemas que diversos casais encontram na hora do sexo. Ideia simplista que garante risadas gratuitas. Gargalhadas geradas, talvez, pela identificação do público com as personagens. A primeira esquete fala de um homem que só consegue transar com a ajuda do Viagra, colocando em xeque a veracidade de seu amor. Na segunda história, as fantasias sexuais reprimidas são colocadas em ação quando o desejo é despertado quando a mulher trai seu parceiro e descobre o prazer na cama. Na sequência, um farmacêutico tarado só pensa naquilo: transar com sua parceira de trabalho. Esta é a história mais simplista, mas que gera graça devido a repetição de Pedro Cardoso nas tentativas de conquistar a parceira antes de levá-la para a cama. A quarta história trata de um casal que se conhece às escuras, mas que perde o tesão quando a luz da geladeira entrega suas faces. A última esquete fala de um homem que transa regularmente mas descobre com outro parceiro seus verdadeiros desejos homossexuais. Tudo assim, bem delimitado e "quadradinho". O final, tratado como Epílogo, é o mais divertido do filme/peça. Pedro Cardoso encara o próprio órgão sexual masculino. E faz uma espécie de stand-up comedy com as "situações" que passa diariamente. A crítica nos grandes jornais têm sido positiva, sabe-se lá porque. Não vi nenhuma graça neste desastre!

Cotação: *

Desencanto ou contentamento?



As coisas conquistadas perdem sentido e o sabor com o tempo. Fato! O desencanto que procede a conquista faz que com que caia num contentamento descontente, como diria certo poeta. Desencanto com as pessoas, trabalho, estudo, dinheiro. Tudo tão conectados para a infelicidade em escala. As pessoas procuram sentido para se encantar, mas a sombra do desencanto as impede de sorrirem mais. Não há mais motivos para sorrir como antes. Tudo é visto em preto e branco, como num filme antigo que desenrola-se de forma arrastada. Não há mais empolgação que outrora marcara o passado. O presente me parece sem graça e vazio. No futuro não há mais perspectivas. Mas continuo sobrevivendo desencantado cada vez mais com tudo. Principalmente com as pessoas. Que me contentam com a proximidade e me fazem pedra. Sentimentos petrificados e frios, em detrimento do calor que me faz falta - e que derretia a frieza natural dos seres humanos.

Crítica: As coisas impossíveis do amor

Natalie Portman encara uma mãe que tem de lidar com o sentimento de perda neste filme B de Hollywood, uma pérola para o cinema.



Emilia é uma advogada formada em Harvard, que trabalha na empresa de Jack. E seu chefe acaba por se encantar com a beleza e eficiência de sua estagiária. Mas há dois empecilhos para a realização desta paixão: a mulher de Jack, Carolyn e seu filho, William. Numa viagem de negócios para Nova York, Jack e Emilia começam um tórrido relacionamento. Meses depois, a estagiária revela que está grávida. Ela cogita a hipótese de perder a criança, mas Jack revela a vontade de formar uma nova família. A partir de então, os dois passam a viver na mesma casa e curtem juntos a gestação da filha Isabel. Mas a ciumenta Carolyn começa a jogar o filho William contra o casal. A situação piora quando, depois de três dias do nascimento de Isabel, o bebê morre nos braços de Emilia. Aí o filme engrena, colocando todos os problemas em foco. Emilia aprenderá com o tempo como se relacionar com William, e descobrir o sentido da maternidade - e de um relacionamento afetivo.

Sem ser piegas, a película trata de traição de forma natural. O tema, pelo menos hoje em dia, já não causa grande estranhamento. O diretor Don Roos trabalha de forma humana com o tema da perda em todos os sentidos. Perda de um filho, amor, família, confiança. A ótima atuação da encantadora Natalie Portman faz desta obra B um clássico do cinema. Simples e emocionante.

Cotação: * * * * *

10 de maio de 2011

Cidade solitária



Vejo da janela um céu cinza escuro. Ouço o vento soprando e fazendo barulho. Observo os helicópteros rasgando o céu e aviões solitários traçando sua rota. Carros vistos do alto lembram uma cidade de brinquedo. As árvores dançando completam a paisagem bucólica de uma tarde de outono. Praticamente objetos inanimados, mas tão animados quanto os seres, que existem – e esquecem-se de viver e se relacionar. Observo também a pressa das pessoas num eterno ir e vir. De algum para outro lugar. Pass(e)ando. E nada mais. Vivendo para alguém? Ou para si mesmas? Há sentido em viver somente para si? Parece que as pessoas esqueceram a arte e as delícias de se relacionar. Nem que seja numa rápida troca de olhar. Olhar o outro, nas ruas, calçadas, prédios, elevadores, escolas, supermercados. Se contentam no olhar frio que o Facebook permite aos seus usuários. Permissão concedida para o distanciamento cada vez maior de pessoas sem sentimento. Que preferem viver de forma autônoma e fria. Que sentido há nisso? Quero um mundo mais quente, com olhares promissores, abraços apertados e beijos roubados!

Brigas organizadas

Com as finais dos campeonatos estaduais e os grandes clássicos dentro de campo, gostaria de entender qual o papel das torcidas organizadas fora de campo.



Torcedores unidos, torcendo e incentivando seu time de coração dentro de campo. Pode gritar o nome do jogador, vaiar quando não tem uma boa atuação, cantar o hino e outras músicas de torcida. Mas qual a intenção dos épicos confrontos entre torcidas rivais fora dos estádios? O que os torcedores que mancham a reputação do futebol ganham com isso? Os próprios jogadores, depois de sofrer uma goleada para o time rival, perder um jogo ou até mesmo após ser desclassificados de um campeonato continuarão suas vidas. O bom salário deles no fim do mês estará garantido, saindo de campo com vitória ou derrota. E por que diabos alguns torcedores brigam com outros torcedores depois dos jogos? Se o time perder, o salário deles estarão comprometidos? Ou se o time vencer um campeonato internacional, a premiação será direcionada para o torcedor? NÃO! Por isso não vejo papel nenhum das torcidas organizadas e de torcedores exaltados fora dos estádios. O futebol é diversão, entretenimento! Vamos torcer para nossos times sem brigas ou confrontos. O torcedor nunca ganhará nada com a conquista dos times. Muito menos perderá! Vamos apenas nos divertir!

1 de maio de 2011

Crítica: Show Marcelo Camelo (Toque Dela)

O começo da turnê de "Toque Dela", em São Paulo, mostra um Marcelo Camelo entregue no palco em total cumplicidade com o público.



O cantor sobe ao palco, sem cerimônias, pontualmente às 21h30. É recebido calorosamente pelo público, que espera ser presenteado com canções intimistas e de toque sentimental. O show - que pela primeira vez o público o assiste de pé, para dançar, segundo Camelo - começa com músicas do novo disco, como "A noite", "Ô, ô" e "Tudo o que você quiser". Na sequência, as faixas do álbum "sou" ganham sua devida atenção, na voz de Camelo acompanhado pela excelente banda Hurtmold, que fez um instrumental impecável. "Menina bordada", "Mais tarde" e "Doce solidão" entram no show. A "surpresa" da noite ficou por conta da célebre dobradinha na música "Janta" entre Camelo e Mallu Magalhães, sua "gatinha que está meio bravinha comigo hoje". A cantora entra sob gritinhos da plateia, que se encantam com a doçura do casal. Durante o show, o cantor agradeceu a presença dos pais, que vieram do Rio de Janeiro para acompanhar o filho na nova turnê! Os outros 60 minutos de espetáculo foi uma mistura de músicas do novo e velho álbum, problemas para afinar o violão para agradar seu perfeccionismo crônica e uma "patada" com um fã que pediu para o cantor tocar alguma música do Los Hermanos. "Esta é minha antiga banda. Eu sou o Marcelo Camelo e vou tocar músicas do Marcelo Camelo", esbravejou. Mas nada que atrapalhe o andamento do gostoso show para curtir a dois! Embalou a música "Seus olhos", que gravou com Ivete Sangalo e depois tocou mais duas músicas do LH: "A outra" e "Morena". No bis, voltou para tocar "uma música do novo álbum que esqueci" e acabar com a carnavalesca "Copacabana". E o Carnaval teve seu fim. Pelo menos nesta noite de amor e música!